18.8.14

sonho de padaria tv

“Embarque nesse carrossel” não é a frase mais científica para começar esse relato de cunho interpretativo. Não haverá carrossel algum, mas sim um cavalo que, devo adiantar desde então, será um elemento-chave. É com este símbolo/objeto que tentarei amarrar as considerações que serão feitas.

Durante esses quase cinco quatro anos escrevendo análises de filmes a partir de conceitos da psicanálise, é evidente que apreendi alguma coisa para chamar de “muito valor”. Pense que quando você faz algo que realmente é importante para ti, é possível se dar ao direito de criar uma caixa imaginária para guardar aprendizados e outras coisas que não podem vir a ser desmanchadas com o tempo. Sobre o valor estimativo de uma caixa, escrevi há muito tempo atrás.

No meu caso – ou melhor, na minha caixa – encontra-se entre outras coisas, a certeza de que as interpretações prontas podem até funcionar bem, mas não são para mim porque não se aproximam do “coração do filme”. Ademais, nela também esta guardada a concepção de que A Verdade do filme não esta com pessoa alguma, mas ela pode ser patrimônio de cada um que ousar concebê-la enquanto tentativa de elaboração. Afinal, formamos interpretações para nós mesmos ou para algum grupo que supomos que atribuirá sentido às palavras. Na realidade, também interpretamos para conhecer os objetos internos dos roteiristas e diretores... Logo, não há como não admitir que conhecemos, ainda que muito parcialmente, o inconsciente deles, pois material para tanto se encontra disponível em seus trabalhos, só que deslocados e condensados, como os sonhos de Freud. 


Eu tinha Michel Gondry em mente enquanto escrevia estes pressupostos acima. Logo, tudo o que puder ser pensado de psicanalítico por hoje será em articulação com a Ciência dos Sonhos, inventada por ele – La science des rêves (2006).

No início de tudo, ele ousa-nos responder como os sonhos são fabricados. Stéphane | Gael Garcia Bernal |, no seu educativo programa de TV, nos dá a fórmula da composição onírica: pensamentos, reminiscências do dia (restos diurnos), lembranças do passado, canções, coisas que foram vistas, amizades e amor. Tudo isso, quando misturado, formará as imagens que aparecerão em nossa mente, as quais, quando lembradas, tornam-se geralmente risíveis ou terrificantes – “nos sonhos, as emoções fascinam”. Na verdade, ele era um cidadão absolutamente fascinado com a oportunidade de criar coisas, em descobrir o mundo criativamente, em imiscuir-se nas recordações e projetar um futuro acima da capacidade de compreensão das demais pessoas.


Certamente já fomos testemunhas de que os nossos sonhos (conteúdos oníricos) são produtos de uma mente cujo funcionamento não se pauta numa temporalidade comum. Não é por menos, que certas recordações da infância voltam como se você ainda não tivesse chego à casa dos 40, amores rompidos aparecem como objetos para uma primeira ou nova frustração e coisas do tipo. Ora, esta mesma característica retroativa esta presente no início da história, pois Stéphane decidiu voltar à casa de sua mãe e encontrar-se com o quarto em que viveu quando ainda criança e durante os anos da adolescência. No entanto, como um homem “já crescido”, seus dias seriam vividos não apenas nesta agridoce atmosfera mnêmica, mas também em um ambiente corporativo. Ele é admitido numa empresa para confecção de calendários. A princípio, pensou que criaria modelos originais, deslumbrantes e muito possivelmente relacionados com seus fantasmas internos, mas não, as fotografias já estavam impressas, e seu dever seria colar etiquetas conforme o gosto do cliente na fase de acabamento dos pedidos. 


Ele foi contratado para ser montador, quando almejava, na verdade, a função de criador. Sendo assim, apresentou propostas inusitadas a um dos superiores, mas como é possível deduzir, não se tratava de um contexto para a criação, para a arte e expressão do lúdico. O ambiente de trabalho é retratado desde então como o “cinza essencial” em que o sujeito se insere para que sua mão de obra (ou força de resistência) sejam gratificadas com o salário. Agora, se ao colaborador é possível ser sujeito na vivência corporativa enquanto portador de uma singularidade é uma questão que não será discutida hoje. Ainda assim, Gondry nos dá elementos para pensar na alienação que envolve o homem que nada cria, mas tudo obedece para que sua vaga não seja perdida.


Que fique claro desde então que para Stéphane era inviável uma vida sem criação. Ora, ele era um contador de histórias, que tinha um programa de TV imaginativo sobre seus próprios sonhos. E aqui, imaginativo não significa irreal. No roteiro, acompanhamos a “vida de sonhos” desse singular falante, bem como sua vida cotidiana como um morador do apartamento da frente. Da frente do quê ou de quem? Na ocasião em que dois homens tentavam transportar um piano, Stéphane presta-lhes auxílio e ao machucar sua mão esquerda, logo vai parar no apartamento de Stéphanie | Charlotte Gainsbourg |, sua nova “vizinha da frente”, que junto à amiga Zoé | Emma de Caunes | lhe oferecem socorros. 

Neste momento, vale um adendo. Antes mesmo da “catástrofe do piano”, um elo se estabeleceu entre eles quando, descautelosamente, Zoé fura a parede do apartamento da amiga, de modo que a broca da furadeira atinge o quarto do nosso querido falante. Guardem as denotações de cunho propriamente sexual para um outro dia, pois por hora, essa ideia inicial de furo, e principalmente, de passagem, já indica que haveria uma transição entre os mundos internos de Stéphane e Stéphanie.


Vou parar aqui. Quero enfatizar que não se faz preciso descrever os eventos que lhe sucederam nesta vivência no louco mundo de trabalho, e o encontro com seu quarto – com objetos internos antigos ali expressos em setting – perfurado com o apartamento da frente. Algo acima me parece sobressair muito mais aos olhos: os nomes. Stéphane e Stéphanie: precisa escrever que se trata de uma relação romântica colorida por afetos e papeis? Não apenas isso. É relevante comentar que eles não viveram uma paixão atroz, marcada por perfurações no corpo e dilatações afetivas. A princípio, tudo o que havia era uma timidez e uma acentuada “falta de jeito” de Stéphane em aproximar-se dela, em revelar o que ele sentia. Sabe-se lá quais eram seus reais sentimentos, mas em conversa com um ~~companheiro de firma~~ ele revela existir algo de mágico em relação a cidadã. Bastaram algumas poucas visitas ao mundo interno dela (seu apartamento), ainda em arrumação, para que ele a identificasse como uma criadora, alguém cujos eventos da vida representavam formas de arte. Tais como: as sensações mais sutis na pele, a montagem de um mezanino, até mesmo a criação de um cenário com um barco e uma ilha dentro, cerceado por nuvens de algodão e águas de papel celofane transparente e azul.

Há uma cena que representa o apreço que Stéphane nutria para com a jovem amada. Ele “perfura” o apartamento dela entrando pela janela, com a intenção declarada de fazer-lhe uma surpresa. Assim, ele recria um pônei (ou cavalo, somente, como preferirem) de tecido, incutindo-lhe baterias que lhe dariam movimentos. Esta atitude foi seguida de uma inscrição: o pônei passou-se a chamar “dourado” e tornou-se símbolo da fusão amorosa entre ambos.

Pois bem. Contudo, não me contento com o fato deles terem nomes tão próximos representar apenas a formação de um casal. Na realidade eram praticamente xarás. Isso sugere algo a mais. Na verdade, me faz pensar que a relação entre Stéphane e Stéphanie era a reprodução de um evento muito mais primitivo vivido nos primórdios da experiência do bebê com as fontes de gratificação. Não é de hoje que sabemos acerca do valor de relevância para a saúde mental de que o mundo seja apercebido pelo bebê como uma realidade boa, e isso somente é possível com a introjeção inicial de objetos gratificadores. Para tanto, é necessária a adaptação materna às necessidades físicas e emocionais do bebê, oferecendo-lhe um seio que lhe possibilitará investir seus próprios impulsos de amor e ódio, e que se manterá intacto mesmo quando atacado pelo lactente. Do ponto de vista de nós que estamos “de fora”, o seio é oferecido, apresentado como oferta louvável, mas a psicanálise muito bem iluminou o nosso entendimento a ponto de dar a compreensão de que este objeto de amor, o seio, é criado na mente infantil. As raízes do viver criativo estão nestas experiências iniciais em que o bebê acredita inventar o objeto de sua necessidade. Ele vivencia, portanto, um sentimento de onipotência ao constatar que o seio ali estava porque o seu poder criador o colocou como fonte de todo o suprimento e bondade.

E o que tudo isso tem a ver com Stéphane? Não seria Stéphanie a criação deste objeto completamente bom e gratificador? O amor é retratado com base na ilusão de onipotência de nosso cidadão falante, que elaborou uma figura para investimento afetivo, a qual, ao ser introjetada, tornou-se uma parte de seu ego, um eu ideal. Uma das principais consequências disso era sua crença em poder controlá-la. Em suas palavras, notamos a complexidade desta interação: “chama-se CPS. Casualidade Paralela Sincronizado. Sabe o porque? Acho que nossos cérebros criaram um vínculo, incrivelmente complexo. É incrivelmente raro. É como se fôssemos um quebra-cabeças”. Mas, que paradoxo é esse: Stéphanie já existia ou foi criada? As duas coisas, pois não se trata de uma oposição para ser resolvida, assim como o seio antecede a fantasia de onipotência do bebê, e continua a existir como uma criação do ego.


Stéphane não era somente um inventor de calendários, óculos 3D ou histórias, ele inventou uma mulher enquanto protótipo de uma boa experiência de satisfação anterior, aquela que o ajudaria a suportar a monocromia de cinza do mundo. Ele não experienciava um sentimento de irrealidade junto a ela, porque, enquanto eu ideal, ela era uma extensão de seu ego. E para além disso, eles estavam unidos por meio de Dourado, o cavalo, que ao ganhar movimento sugere que eles poderiam percorrer distâncias maiores a partir deste vínculo afetivamente produzido.

Assim, fico a pensar que o inconsciente de Gondry é dado a ver mediante os elementos presentes na Ciência dos Sonhos elaborada por ele. A presença do onírico em situações da vida cotidiana forma um retrato diferenciado de uma forma de paixão. Frente à drástica realidade do mundo, é possível que seja pertinente a recordação de que em algum momento da vida se criou um objeto da necessidade – seja uma história, um amor ou um cavalo de pano. Se esta criação teve a finalidade de auxílio para se vivenciar uma passagem, é certo que o poder investido para criá-lo deve ser redescoberto.

Feliz por estar de volta.

Renato Hemesath

30.5.14

bela e vencedora

A resenha de hoje é especialmente destinada às pessoas loucas. Loucas... E sonhadoras. Lógico que não me refiro a "loucura foucaultiana", às lutas por saúde mental para benefício dos exilados ou coisa do tipo. A abordagem esta mais próxima da noção de loucura em Freud (yeah!), em sua psicopatologia da vida cotidiana. Trata-se, na verdade, não de um tipo de loucura que assola a vida das pessoas, mas sim daquela que se difunde nos dias da gente da maneira mais sutil e caricata possível. Existe coisa mais insana do quando nos reunimos para conversar em família? Mas, e se você for fazer uma viagem e de repente as coisas parecerem realmente malucas e fatos inesperados acontecerem de forma nada óbvia? Ademais, o "mundo infantil" é absolutamente doido e iremos revelá-lo, talvez, por meio de Olive | Abigail Breslin | em sua busca pelo prêmio Little Miss Sunshine (2006).


A paisagem é amarela, e os talentosos Jonathan Dayton e Valerie Faris (diretores) e Michael Arndt (roteirista) souberam criar uma atmosfera tão propícia para que conhecêssemos uma família comum – talvez como tantas possíveis outras retratadas no cinema – mas com sua singularidade. Sim, especial por ser um grupo de pessoas com questionamentos e dissabores próprios de gente que convive com gente. Filosofias de portão à parte, é significativo que você saiba que o filme retrata um sonho infantil: uma garota que acreditava ser talentosa sentiu-se radiante com a notícia de que poderia concorrer ao prêmio do ano. Tratava-se de um concurso de talento. E o interessante é que isso não explica tudo.


As crianças deveriam aproveitar mais a infância e explorar as habilidades para cantar, dançar, interpretar, fazer mágicas e afins, porque na vida adulta ouvirão, por vezes, que não tem nem tiveram talento algum. De todo modo, o filme já se inicia com uma cisão entre vencedores e perdedores, bem como com uma transmissão de um “discurso de miss” sem discurso, somente com o sorriso de uma mulher colocada num lugar de honra. Era esse o status que Olive queria? Certamente, era neste local que seu pai Richard | Greg Kinnear | esperava, um dia vê-la. Era ele quem delimitara essa dicotomia entre quem vence e quem perde, bem como se tornou o “agente da viagem”, que incluiria uma aventura em família, composta por seis idílicos e peculiares cidadãos.


A ocasião não nos permite analisar um por um, contudo, para além de Olive, façamos menção aos demais queridos. 1. Sheryl | Toni Collete |, a mãe >> ansiosa, afável, que amava sua família; 2. Richard, o pai >> você já sabe que ele separava pessoas que vencem das que perdem, seu objetivo era vencer; 3. Dwayne | Paul Dano |, o irmão >> tinha feito um pacto consigo mesmo, por isso parou de falar. Lia Nietzsche e odiava a todos; 4. Tio Frank | Steve Carell | >> tentou suicídio e como não deu certo, foi morar com eles. Não apreciava sua vida após frustração sentimental, era cult, lia Marcel Proust; 5. Avô Edwin | Alan Arkin | >> mais moderno do que possa parecer aos desavisados. 


Gente tão arrojada assim só poderia discutir quando se reuniam para uma refeição. Pois bem, um fato estava posto: a viagem. Desde os preparativos, coisa rápida, Olive “enlouqueceu de alegria” com a possibilidade de viver a experiência do concurso. Por tempos, ela ensaiou com seu avô e certamente sua apresentação seria fantástica! A história pode ser considerada uma versão atual dos clássicos road movie, desta vez estrelado por uma criança, e nos apresenta as discussões verbais e ansiedades de cada um durante o longo percurso até o local do evento.

Mas, o que tem de psicanalítico nisso, numa história de viagem? Ora, muitos dirão que não é somente um “conto de estrada” porque o que aconteceu na chegada também foi muito significativo: e estão absolutamente certos! Mas pretendo me deter ao que sucedeu enquanto eles iam ao concurso, o “durante”, apenas. No “percurso de vigília” era preciso cuidar da manutenção da perua amarela, atentar-se ao tempo, distanciar-se de suas ocupações de rotina, entre outras coisas. De outro modo, no “percurso psíquico” – e para tanto me limitarei à análise de Olive – cabia a ela reunir seus objetos internos, já introjetados em seu ego, e experienciá-los como fonte de criatividade, confiança, vigor... E ir a seu destino.  



Vale ressaltar que ela estabeleceu uma família na realidade externa ao integrar cada um como um ser único, separado e distinto e ao mesmo tempo em relações uns com os outros, e uma família interna. A respeito da qual, sabemos que isso só pode acontecer conforme a criança também desenvolve uma noção dela mesma como um ser separado de seus pais, com uma vida interna que pode ser enriquecida pela presença deles. O processo de crescimento pressupõe a necessidade de introjeções boas, da apropriação de bons referenciais que se tornam não apenas exemplos a serem seguidos, mas também fontes de inspiração para aprendizados e realizações. A partir de então conseguimos pensar na noção de riqueza do mundo interno. Nota-se que Olive introjetou cada familiar como um objeto bom, capaz de ajudá-la em sua ansiedade frente ao desafio de disputar um prêmio. 


Todos eles realmente “caíram na estrada”, e de fato é interessante observar uma correlação entre a estrada física (principalmente quando contempla longas distâncias) com a alusão a uma estrada que representa a vida. Em ambas se encontram as noções de percurso e passagem. E na estrada da vida estamos destinados à descoberta de que somos uma unidade composta de muitas partes e experiências boas e más. E “cair na estrada” implica aceitar a “lei” mediante a qual temos que reconhecer a existência de agressividade externa e inerente a nós mesmos, bem como a finitude dos objetos que amamos. 


Durante o percurso, um dos impasses que Olive precisou enfrentar foi a incerteza quanto a sua própria capacidade para disputar com as demais candidatas. Nota-se que a figura paterna, Richard, era assimilada por ela como o detentor de um saber verdadeiro no momento em que ele tenta persuadi-la a não tomar sorvete de chocolate, pois este continha gordura e a faria ganhar peso. Mas de onde vinha a noção de que ela aos sete anos precisava ser magra? O discurso “pró-magreza” era validado pelo pai, mas primeiramente correspondia a uma “verdade” socialmente aceita. Um dos possíveis efeitos da assimilação no ego desse ideal corpóreo pode ser notado em uma cena em que Olive pergunta, entristecida, para seu avô: “Eu sou bonita? (...) Não quero ser uma perdedora, porque papai odeia perdedores”. Ser uma “pessoa feia” era uma possibilidade sentida com ansiedade e angústia para Olive e mesmo para crianças ainda mais novas. Talvez para ela a noção do que é ser bela aos moldes sociais não pudesse ser relativizada. E não seria fantástico se a vida toda não formássemos um conceito definido de beleza? Ou se a ideia de beleza fosse ampla e democrática o suficiente para incluir pessoas com seus múltiplos talentos e formas ao invés de afugentá-las com rótulos? Infortunadamente, não ser bonita, para Olive, estava muito próximo a ideia de não ser vencedora, e perder, consequentemente, o amor e admiração do pai.


A análise de alguns comportamentos de Richard permite-me também supor que Olive introjetou sua ansiedade de aniquilamento, bem como seu temor em não conseguir ser suficientemente boa nas mais diversas áreas da vida. Mas ela também introjetou a bondade e confiança do avô, sendo capaz de se identificar com ele. A crença de Olive em sua capacidade artística também era decorrente de sua relação com ambos os pais, sentidos como bons nutridores, capazes, inclusive, de se apartarem temporariamente de seus interesses pessoais para viver a “loucura” do sonho da filha. O papel deles era se mostrar na realidade como presentes/disponíveis para que ela pudesse usá-los e usufruir de algo significativo para si própria. A história é trágica e imprevisível porque é um retrato da vida de pessoas normais que lidam com imprevistos, tragédias e esperanças.                                            


E será que mesmo depois dessa resenha, após o filme e antes do término de todas as coisas, o “sonho americano” continuará o de ser Miss America? Talvez seja válido nos perguntarmos quanto a quem respondemos quando “corremos atrás” de corresponder ao “formato ideal” que à la distance nos é oferecido. Por que não refutar algumas ideias? Independente do resultado do “concurso da vida”, questionar os lugares sociais postos não nos fará perdedores, pois como disse o avô de Olive, em resposta às ansiedades dela: “um real perdedor é quem tem tanto medo de não vencer, que acaba nem tentando”. E ela tentou e foi afortunada ao compartilhar da loucura familiar em cada parte do trajeto, o principal espetáculo da vida.

Um abraço,

Renato Hemesath