17.11.13

o amor em psicanálise – de buñuel a lacan

Gente, no ano passado alguns de vocês foram testemunhas da minha declaração em praça pública do meu amor e admiração pelo trabalho do Luis Buñuel. Sim, eu pude escolher e selecionei o filme Tristana (1970) para analisar em meu trabalho de conclusão para obter o tão honorável título de psicólogo. Com Buñuel e Catherine Deneuve juntos, eu só podia me sentir muito bem acompanhado. 

Para quem acompanha o CF há mais tempo, sabe que muito antes disso, eu já havia escrito uma resenha sobre o filme, que desde meus tempos de velha escola com o diretor, já o considerava fabuloso! A história se baseia numa novela de Benito Pérez Galdós igualmente adorável de ser lida, e que, nas mãos deste icônico e ácido senhor espanhol ganhou uma roupagem mais surrealista (lógico), analítica e terrificante.

Dentre vários temas que podem ser discutidos, abordei sobre a questão do amor na literatura psicanalítica, com enfoque em Freud e Lacan, e a presença deste tema no enlace da personagem com seus candidatos a amantes. Em um capítulo, mais detidamente, discuti sobre a análise de Lacan do Banquete de Platão, e como ele identifica e define as posições de amante e amado, bem como a ideia central do amor como um encontro faltoso, mediante a descoberta de que o ser amado não possui o agalma, o objeto de valor que lhe é suposto pelo amante. 


Estas possíveis barbaridades e outras você confere abaixo. A fim de divulgar meu trabalho de pesquisa para além do blog, disponibilizei a monografia para vocês, o download pode ser feito neste link

O meu real desejo é que o magnífico universo de Buñuel possa fazer efeito e diferença nos estudos e na vida-com-o-cinema de vocês.

Até breve, queridos.

Renato Oliveira